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FOTOS QUE EVANGELIZAM

FOTOS QUE EVANGELIZAM
SEMANA DA FAMÍLIA 2014

sexta-feira, 24 de maio de 2013


SANTIDADE DA AMIZADE


Frei Mário Sérgio, ofmcap

TEXTO: 

Se queres adquirir um amigo, adquire-o na provação; e não te apresses em confiar nele. Porque há amigo de ocasião, que não persevera no dia da aflição. Há amigo que passa para a inimizade, e que revela as desavenças para te envergonhar. Há amigo que é companheiro de mesa e que não persevera no dia da necessidade. Quando fores bem sucedido, ele será como teu igual e, sem cerimônia, dará ordens a teus criados. Mas, se fores humilhado, ele estará contra ti e se esconderá da tua presença. Afasta-te dos teus inimigos e toma cuidado com os amigos. Um amigo fiel é poderosa proteção: quem o encontrou, encontrou um tesouro. Ao amigo fiel não há nada que se compare, é um bem inestimável. Um amigo fiel é um bálsamo de vida; os que temem o Senhor vão encontrá-lo. Quem teme o Senhor, conduz bem a sua amizade: como ele é, tal será o seu amigo. (Eclesiástico 6, 5-17)

REFLEXÃO:

Hoje, a Palavra do Senhor é uma exortação sobre a beleza e os perigos da amizade. Quem são os "amigos" perigosos: amigo de ocasião, companheiro de mesa e os que revelam nossas confidências. Contra esse tipo de comportamento, todos precisam ficar atentos! A Palavra nos indica onde encontrar amigos verdadeiros: na provação. Ao mesmo tempo, a palavra nos diz o que significa um amigo em nossa vida: poderosa proteção, um tesouro, bálsamo na vida. 

Sei que existem muitas pessoas que já sofreram por causa de uma amizade desastrosa! E que sentem um ódio venenoso em seus corações! Sei, também, de pessoas que não confiam mais em ninguém, porque sofreram grandes decepções! Mas, a Palavra de Deus, hoje, nos convida a descobrir a santidade da amizade! 

Quem tem amigos se revela uma pessoa saudável. Isso prova sua capacidade de amar seu semelhante sem nada querer em troca senão a presença do outro em sua vida. O amor de amizade é o amor da presença! Uma boa amizade equilibra qualquer pessoa. Um bom amigo, sempre quer o crescimento do outro e nada faz para prejudicá-lo. Mas, como estamos num mundo cheio de pessoas feridas e ressentidas, inclusive nós mesmos, é que está difícil ter amigos verdadeiros. 

Todo mundo fala: está difícil achar um amigo verdadeiro. Então, eu pergunto: eu sou um amigo verdadeiro? Sou alguém em que o outro pode confiar? Sei guardar segredos? Sou ético com as minhas amizades? Lembre-se, que não tem amigos, não é uma pessoa saudável. Adoeceu e nem percebeu. 

Lanço um desafio hoje para você: que tal começar um exercício de perdão para aquele amigo que lhe machucou?  Por fim,  concluo com as santas palavras: " Quem teme o Senhor, conduz bem a sua amizade!". Paz e bem!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR



TEXTO: Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. (...) Foram também oferecer o sacrifício - um par de rolas ou dois pombinhos - como está ordenado na Lei do Senhor. (...) Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: "Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel." (...) Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma." (Lucas 2, 22-40)
O primeiro elemento que destaco na festa de hoje, da Apresentação do Senhor, é a importância de uma família religiosa e temente a Deus. Maria e José foram, fielmente, cumprir o preceito de sua religião: consagrar o filho primogênito a Deus no Templo. O maior dos presentes, que uma família pode dar aos seus filhos, é a fé, a benção e a proteção de Deus, o mais, é acréscimo! Pelo texto, identificamos a Sagrada Família como pessoas simples, sem muitas posses, pobres, porque ofertaram o sacrifício dos pobres: um par de rolinhas ou dois pombinhos. Eram pobres, mas tementes a Deus, sua maior riqueza! 


O velho Simeão estava acostumado a apresentar crianças ao Senhor, mas ficava muito atento para encontrar o Messias, queria muito ver o libertador de Israel, o Emanuel, Deus Conosco. Já na sua velhice, pegou o Menino Jesus no colo e o reconheceu: meus olhos viram a vossa salvação! Quem quer ver Jesus, precisa ficar atento aos seus sinais e à sua presença. Ele está no meio de nós! É preciso querer ver Jesus. Esse deve ser o desejo profundo de nossa alma, nenhum outro pode ter a primazia em nosso coração e em nossos olhos: só Jesus! 


Assim, o profeta Simeão olha no mais profundo dos olhos de Maria e diz: uma espada te traspassará a alma! Imagino que Nossa Senhora ficou pensando o resto de sua vida nessas palavras de sabedoria. E a vida de Jesus, as perseguições sofridas, as tentativas de assassinatos, as calúnias e, enfim, a morte de cruz, eram como espadas de dor no peito de sua mãe, Maria Santíssima. Mas, Maria nos ajuda a sofrer sem perder a fé; sofrer sem deixar de caminhar; sofrer acreditando; sofrer no calvário e ser feliz ao ver o túmulo vazio! Jesus é a luz que veio ilumina os povos. Que essa luz ilumine nossas famílias, nossa juventude, nossa sociedade, nossa Igreja, nossa mente e coração! Paz e bem!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012


Ano novo, ano de bênçãos


Frei Mário Sérgio, ofmcap

Acredito muito na sabedoria da Igreja. Claro, não poderia ser diferente, afinal, sou padre. Mas, o modo como a igreja compreende a relação do homem com o tempo é muito interessante. Ela anuncia o tempo Cronos (da vida prática, do cotidiano) e o tempo Kairós (das coisas de Deus). Um não anula o outro, mas dialogam entre si. O segredo é descobrir, no tempo dos homens (cronos) o tempo de Deus (kairós).

Mas, falava no início da sabedoria da igreja, pois é, na primeira celebração do ano, a liturgia nos convida a acolher e celebrar benção de Deus. Enquanto muitos pensam nas coisas materiais (cronos) a igreja lança o olhar para as coisas que não passam (kairós). A benção de Aarão é o sinal do amor de Deus pelos homens e mulheres: “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz”!(Nm 6, 22-27).

Em síntese, a benção de Aarão traz alguns elementos que devem nos acompanhar ao longo do ano que está começando: benção, proteção, brilho, luz e a paz. É esse olhar para o novo ano que a Igreja nos convida a lançar. Que o Senhor nos conceda um ano de muitas bênçãos!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

PENSANDO O NATAL


São Francisco e Santa Clara adorando o Menino Jesus


É PRECISO CELEBRAR

Frei Mário Sérgio, ofmcap

A vida precisa ser celebrada! Existem momentos que marcam, profundamente, a vida de toda pessoa. Cada acontecimento tem uma força misteriosa para cada um. Ninguém vive a mesma experiência, com a mesma verdade, com a mesma intensidade. Cada um faz a sua experiência pessoal. É bem verdade que existem elementos que são comuns, mas o modo de receber as vibrações é bem particular.

As datas têm uma força mística, não tenho dúvida disso. Mesmo sabendo das manipulações que as datas sofrem (políticas, econômicos, religiosas, sociais, culturais etc) ou sofreram, ao longo de suas existências, não se pode negar a importância de celebrá-las.

As frases são as mesmas: natal é todo dia; dias das mães é todo dia; dia das crianças é todo dia... E por aí se vai... Penso que os frutos dessas datas devem ser vividos todos os dias, mas eles acontecem numa data pontual, que é uma grande oportunidade de celebração, de reflexão, de fazer memória, de crescimento pessoal e comunitário.

Estamos em tempos de esvaziamentos. Queremos tirar o sentido de todas as coisas, com a ideia de que aquilo não tem mais razão de existir. A Igreja nunca abriu mão dos seus ritos, que se repetem a cada ano, com a mesma intensidade, com a mesma unção, com o mesmo poder transformador de vidas. A liturgia da Igreja é sempre nova. Os ritos são sempre novos. Os textos bíblicos são sempre atualizados.

Por isso, é importantíssimo celebrar o Natal. Re-viver o maior acontecimento da história da humanidade, para os cristãos. Não podemos achar que todos os natais já foram celebrados, qual nada, toda celebração tem o cheiro do passado e o gosto do presente. Que a luz do Menino de Belém, afugente as trevas do nosso coração, da nossa mente, e do nosso desejo de trilhar os caminhos do Senhor, nossa verdadeira Luz. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


 A FAMÍLIA E A SUPERAÇÃO DAS DIFICULDADES
O sofrimento, o limite e a morte fazem parte da nossa condição de criaturas, assinalada pela experiência do pecado, ruína de toda a beleza, corrupção de toda a bondade. Mas isto não significa que somos vencidos; pelo contrário, a consciência e a aceitação desta condição estimula-nos a confiar na presença bondosa de Deus, que sabe renovar todas as coisas.
No texto Bíblico (Mt 2, 13-21): O anjo convida São José a despertar, levantar , “tomar” o menino, fugir... e confiar, permanecendo numa terra estrangeira até que o Senhor avise. José assume as suas responsabilidades, é protagonista da sua própria condição, mas não se sente sozinho, porque conta com o olhar d’Aquele que sustenta e é providente à vida de todo ser humano. José parte “durante a noite”.
A confiança de São José em Deus não tira as dificuldades que teve de passar, mas concede as condições para que ele possa viver em todas as situações, sem jamais desesperar. Notemos que São José está acordado (tem consciência de sua capacidade humana), é capaz de enfrentar os acontecimentos e proteger a vida da mãe e do menino; mas ele age também na plena consciência de que é assistido pela salvaguarda eficaz de Deus.
Eis o significado da viagem para o Egito: a busca de um lugar seguro, para além da noite, que proteja contra as ameaças, preserve da violência, restitua a esperança e permita conservar uma boa ideia de Deus e da vida.
O texto que narra a viagem da família de Jesus durante a noite rumo a uma terra estrangeira por causa da criança que estava em perigo nos exorta a refletir naquilo que acontece também nos dias de hoje em muitas famílias, que são obrigadas a deixar as suas habitações seja pelas exigências do trabalho, seja pela miséria, seja pela busca de melhores condições de vida e saúde, para poderem oferecer aos seus filhos um contexto de vida melhor. Os pais sentem-se mal quando os filhos choram; sofrem e fazem de tudo para aliviar a sua dor. Fazem aquilo que podem, para que a vida dos seus filhos seja boa, seja um dom, seja abençoada em nome de Deus.
Trata-se da viagem da construção da família, da geração e da educação dos filhos, caminho árduo, difícil e exigente, no qual as numerosas dificuldades, das quais nenhuma família é preservada, são situações que às vezes podem levar os membros da família a desanimar.
Assim com fez São José, é fundamental saber “ouvir o anjo”, discernir espiritualmente os acontecimentos e os momentos da nossa vida familiar, para que as relações sejam sempre purificadas, favorecidas e curadas. A família vive da graça de Deus, mas também de bons relacionamentos, de olhares recíprocos positivos, de estima e de garantias mútuas, de defesa e de proteção.
A família é a primeira escola dos afetos, o berço da vida humana, onde o mal pode ser enfrentado e superado. A família é um recurso precioso de bem para a sociedade. Ela constitui a semente da qual nascerão outras famílias, chamadas a melhorar o mundo.
Quando São José toma o menino e a sua mãe, ele obedece e afasta-os do perigo. Herodes, que devia ser garantia da vida do seu povo, na realidade transformou-se no perseguidor do qual precisa-se escapar. Também hoje, a família enfrenta muitos perigos: sofrimentos, egoísmos, pobrezas e infidelidades, mas também ritmos de trabalho excessivos, consumismo, competição, indiferença, abandono, solidão... aquilo que seria dom de Deus, se transforma em maldição.
Contudo, sabemos em quem colocamos nossa confiança e acreditamos e lutamos por um mundo cristão. Deus nos capacita a transformar as maldições em bênçãos.
A esta obra parece ser chamado, em primeiro lugar, o pai: é ele que acorda e toma a iniciativa. A São José estão confiados o filho e a mãe; ele sabe que deverá levá-los para o Egito, para um lugar seguro. “Toma o menino e a sua mãe”, diz duas vezes o anjo, e o texto retoma mais duas vezes estas mesmas palavras.
Elas ressoam como um encorajamento aos pais, a superar as incertezas, a ir em frente, a cuidar do menino e da mãe. Hoje, as ciências humanas redescobrem a importância decisiva da figura paterna para o crescimento integral dos filhos.
O pai encontra a sua identidade e o seu papel, quando protege a mãe, ou seja, quando cuida da relação conjugal. O entendimento dos pais é decisivo para proteger e encorajar os filhos.
Semana Nacional da família 2012
Faça algo pela sua família nesta semana!
- Crie um Santuário doméstico: local apropriado e de destaque na casa, em cima de uma mesa com toalha branca, coloque a Bíblia, o terço, a(s) imagem(ns) de Santos ou da Virgem Maria, vaso com flores e vela(s). Colocar papel e caneta para escrever pedidos de oração da família ( deixar montado até domingo).
- Visite, telefone, escreva carta ou envie um e mail para duas pessoas da sua família que se encontram em situações difíceis.
Fonte: www.cnbb.org.br

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Creio na Igreja Católica


Creio na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica

Frei Mário Sérgio, ofmcap

O Catecismo da Igreja, nº 811, diz: “Esta é a única igreja de Cristo que no credo confessamos una, santa, católica e apostólica”. Tudo o que a Igreja é, ela recebeu de Cristo pelo Espírito Santo. Só a fé pode reconhecer que a Igreja tem essas propriedades da sua fonte divina. O Concílio Vaticano I disse que a própria existência da Igreja, na sua caminhada terrena, é o seu perpétuo motivo de credibilidade e uma prova irrefutável da sua missão divina.

A IGREJA É UNA: a fonte da origem da Igreja é a Trindade. É una pelo seu fundador: Jesus Cristo. É una pela sua alma: o Espírito Santo. Portanto, é da própria essência da igreja ser una. A Igreja é UNA, mas dentro dela existe uma diversidade de dons, carismas, encargos, condições e modos de vida! A grande riqueza dessa diversidade não se opõe à sua unidade. Mas, os pecados humanos podem fazer essa unidade ruir. Por isso, o apóstolo exorta: “conserva a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4,3). Quais são os vínculos da unidade? A mesma profissão de fé; a celebração do culto divino e a sucessão dos apóstolos.

A IGREJA É SANTA: a igreja é, aos olhos da fé, indefectivelmente santa. Santa porque tem sua origem na Trindade; santa porque Jesus, o Santo, é seu fundador; santa porque o Espírito Santo a conduz à perfeição. Todas as obras da igreja tendem como a seu fim, à santificação dos homens em Cristo e à glorificação de Deus. É na Igreja que está depositada a plenitude dos meios de santificação! A Igreja santa, mas seu povo é pecador. Por isso, a igreja é dispensadora da graça, para santificar seu povo! Os santos e santas sempre foram fonte e origem de renovação nos momentos mais difíceis da história da Igreja.Por isso, a Igreja não cansa de olhar para Maria, Nossa Senhora, porque ela já atingiu a plenitude da santidade e da perfeição. Em Maria, a Igreja já é toda santa!

A IGREJA É CATÓLICA: a palavra católico quer dizer universal. Ela é católica porque nela está Cristo. Nela está a plenitude dos meios da salvação. Ela é católica desde o Pentecostes e o será até o dia da Parusia! Ela é católica quando mantém os laços fortes com a Igreja de Roma, com o Santo Padre, com seus bispos. Só pode ser considerado católico quem abraça a Igreja na sua totalidade. A Igreja existe para evangelizar. Sua essência é a missão. É na missão que a Igreja faz brilhar o esplendor de sua catolicidade.

 A IGREJA É APOSTÓLICA: a Igreja é apostólica por ser fundada sobre os Apóstolos: primeiro, foi constituída pelo fundamento dos apóstolos (Ef 2,20; At 21, 14); segundo, ela conserva e transmite, pela força do Espírito Santo, os ensinamentos dos apóstolos; terceiro, ela continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos apóstolos, que são os bispos, auxiliados pelos padres, pela força da sucessão apostólica.Toda a Igreja é apostólica na medida em que, através dos sucessores de São Pedro e dos Apóstolos, permanece em comunhão de fé e de vida com a sua origem.

Muito se publica sobre a queda da Igreja Católica no mundo, no Brasil, em nossas cidades. Mas, os números oficiais dizem o contrário. Os dados estatísticos se referem a 2010 e fornecem uma análise sintética das principais dinâmicas da Igreja católica nas 2.966 circunscrições eclesiásticas do planeta. Os católicos em 2010 somavam 1,196 bilhão, em comparação com cerca de 1,181 bilhão em 2009, com um aumento absoluto de 15 milhões de fiéis. Ao longo dos últimos dois anos, a presença dos católicos batizados em todo o mundo permanece estável em cerca de 17,5% da população global.

A tendência de crescimento no número de sacerdotes, que começou em 2000, continuou em 2010, ano em que foram contados 412.236 padres; em 2009 eram 410.593.