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FOTOS QUE EVANGELIZAM

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SEMANA DA FAMÍLIA 2014

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

PENSANDO O NATAL


São Francisco e Santa Clara adorando o Menino Jesus


É PRECISO CELEBRAR

Frei Mário Sérgio, ofmcap

A vida precisa ser celebrada! Existem momentos que marcam, profundamente, a vida de toda pessoa. Cada acontecimento tem uma força misteriosa para cada um. Ninguém vive a mesma experiência, com a mesma verdade, com a mesma intensidade. Cada um faz a sua experiência pessoal. É bem verdade que existem elementos que são comuns, mas o modo de receber as vibrações é bem particular.

As datas têm uma força mística, não tenho dúvida disso. Mesmo sabendo das manipulações que as datas sofrem (políticas, econômicos, religiosas, sociais, culturais etc) ou sofreram, ao longo de suas existências, não se pode negar a importância de celebrá-las.

As frases são as mesmas: natal é todo dia; dias das mães é todo dia; dia das crianças é todo dia... E por aí se vai... Penso que os frutos dessas datas devem ser vividos todos os dias, mas eles acontecem numa data pontual, que é uma grande oportunidade de celebração, de reflexão, de fazer memória, de crescimento pessoal e comunitário.

Estamos em tempos de esvaziamentos. Queremos tirar o sentido de todas as coisas, com a ideia de que aquilo não tem mais razão de existir. A Igreja nunca abriu mão dos seus ritos, que se repetem a cada ano, com a mesma intensidade, com a mesma unção, com o mesmo poder transformador de vidas. A liturgia da Igreja é sempre nova. Os ritos são sempre novos. Os textos bíblicos são sempre atualizados.

Por isso, é importantíssimo celebrar o Natal. Re-viver o maior acontecimento da história da humanidade, para os cristãos. Não podemos achar que todos os natais já foram celebrados, qual nada, toda celebração tem o cheiro do passado e o gosto do presente. Que a luz do Menino de Belém, afugente as trevas do nosso coração, da nossa mente, e do nosso desejo de trilhar os caminhos do Senhor, nossa verdadeira Luz. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


 A FAMÍLIA E A SUPERAÇÃO DAS DIFICULDADES
O sofrimento, o limite e a morte fazem parte da nossa condição de criaturas, assinalada pela experiência do pecado, ruína de toda a beleza, corrupção de toda a bondade. Mas isto não significa que somos vencidos; pelo contrário, a consciência e a aceitação desta condição estimula-nos a confiar na presença bondosa de Deus, que sabe renovar todas as coisas.
No texto Bíblico (Mt 2, 13-21): O anjo convida São José a despertar, levantar , “tomar” o menino, fugir... e confiar, permanecendo numa terra estrangeira até que o Senhor avise. José assume as suas responsabilidades, é protagonista da sua própria condição, mas não se sente sozinho, porque conta com o olhar d’Aquele que sustenta e é providente à vida de todo ser humano. José parte “durante a noite”.
A confiança de São José em Deus não tira as dificuldades que teve de passar, mas concede as condições para que ele possa viver em todas as situações, sem jamais desesperar. Notemos que São José está acordado (tem consciência de sua capacidade humana), é capaz de enfrentar os acontecimentos e proteger a vida da mãe e do menino; mas ele age também na plena consciência de que é assistido pela salvaguarda eficaz de Deus.
Eis o significado da viagem para o Egito: a busca de um lugar seguro, para além da noite, que proteja contra as ameaças, preserve da violência, restitua a esperança e permita conservar uma boa ideia de Deus e da vida.
O texto que narra a viagem da família de Jesus durante a noite rumo a uma terra estrangeira por causa da criança que estava em perigo nos exorta a refletir naquilo que acontece também nos dias de hoje em muitas famílias, que são obrigadas a deixar as suas habitações seja pelas exigências do trabalho, seja pela miséria, seja pela busca de melhores condições de vida e saúde, para poderem oferecer aos seus filhos um contexto de vida melhor. Os pais sentem-se mal quando os filhos choram; sofrem e fazem de tudo para aliviar a sua dor. Fazem aquilo que podem, para que a vida dos seus filhos seja boa, seja um dom, seja abençoada em nome de Deus.
Trata-se da viagem da construção da família, da geração e da educação dos filhos, caminho árduo, difícil e exigente, no qual as numerosas dificuldades, das quais nenhuma família é preservada, são situações que às vezes podem levar os membros da família a desanimar.
Assim com fez São José, é fundamental saber “ouvir o anjo”, discernir espiritualmente os acontecimentos e os momentos da nossa vida familiar, para que as relações sejam sempre purificadas, favorecidas e curadas. A família vive da graça de Deus, mas também de bons relacionamentos, de olhares recíprocos positivos, de estima e de garantias mútuas, de defesa e de proteção.
A família é a primeira escola dos afetos, o berço da vida humana, onde o mal pode ser enfrentado e superado. A família é um recurso precioso de bem para a sociedade. Ela constitui a semente da qual nascerão outras famílias, chamadas a melhorar o mundo.
Quando São José toma o menino e a sua mãe, ele obedece e afasta-os do perigo. Herodes, que devia ser garantia da vida do seu povo, na realidade transformou-se no perseguidor do qual precisa-se escapar. Também hoje, a família enfrenta muitos perigos: sofrimentos, egoísmos, pobrezas e infidelidades, mas também ritmos de trabalho excessivos, consumismo, competição, indiferença, abandono, solidão... aquilo que seria dom de Deus, se transforma em maldição.
Contudo, sabemos em quem colocamos nossa confiança e acreditamos e lutamos por um mundo cristão. Deus nos capacita a transformar as maldições em bênçãos.
A esta obra parece ser chamado, em primeiro lugar, o pai: é ele que acorda e toma a iniciativa. A São José estão confiados o filho e a mãe; ele sabe que deverá levá-los para o Egito, para um lugar seguro. “Toma o menino e a sua mãe”, diz duas vezes o anjo, e o texto retoma mais duas vezes estas mesmas palavras.
Elas ressoam como um encorajamento aos pais, a superar as incertezas, a ir em frente, a cuidar do menino e da mãe. Hoje, as ciências humanas redescobrem a importância decisiva da figura paterna para o crescimento integral dos filhos.
O pai encontra a sua identidade e o seu papel, quando protege a mãe, ou seja, quando cuida da relação conjugal. O entendimento dos pais é decisivo para proteger e encorajar os filhos.
Semana Nacional da família 2012
Faça algo pela sua família nesta semana!
- Crie um Santuário doméstico: local apropriado e de destaque na casa, em cima de uma mesa com toalha branca, coloque a Bíblia, o terço, a(s) imagem(ns) de Santos ou da Virgem Maria, vaso com flores e vela(s). Colocar papel e caneta para escrever pedidos de oração da família ( deixar montado até domingo).
- Visite, telefone, escreva carta ou envie um e mail para duas pessoas da sua família que se encontram em situações difíceis.
Fonte: www.cnbb.org.br

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Creio na Igreja Católica


Creio na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica

Frei Mário Sérgio, ofmcap

O Catecismo da Igreja, nº 811, diz: “Esta é a única igreja de Cristo que no credo confessamos una, santa, católica e apostólica”. Tudo o que a Igreja é, ela recebeu de Cristo pelo Espírito Santo. Só a fé pode reconhecer que a Igreja tem essas propriedades da sua fonte divina. O Concílio Vaticano I disse que a própria existência da Igreja, na sua caminhada terrena, é o seu perpétuo motivo de credibilidade e uma prova irrefutável da sua missão divina.

A IGREJA É UNA: a fonte da origem da Igreja é a Trindade. É una pelo seu fundador: Jesus Cristo. É una pela sua alma: o Espírito Santo. Portanto, é da própria essência da igreja ser una. A Igreja é UNA, mas dentro dela existe uma diversidade de dons, carismas, encargos, condições e modos de vida! A grande riqueza dessa diversidade não se opõe à sua unidade. Mas, os pecados humanos podem fazer essa unidade ruir. Por isso, o apóstolo exorta: “conserva a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4,3). Quais são os vínculos da unidade? A mesma profissão de fé; a celebração do culto divino e a sucessão dos apóstolos.

A IGREJA É SANTA: a igreja é, aos olhos da fé, indefectivelmente santa. Santa porque tem sua origem na Trindade; santa porque Jesus, o Santo, é seu fundador; santa porque o Espírito Santo a conduz à perfeição. Todas as obras da igreja tendem como a seu fim, à santificação dos homens em Cristo e à glorificação de Deus. É na Igreja que está depositada a plenitude dos meios de santificação! A Igreja santa, mas seu povo é pecador. Por isso, a igreja é dispensadora da graça, para santificar seu povo! Os santos e santas sempre foram fonte e origem de renovação nos momentos mais difíceis da história da Igreja.Por isso, a Igreja não cansa de olhar para Maria, Nossa Senhora, porque ela já atingiu a plenitude da santidade e da perfeição. Em Maria, a Igreja já é toda santa!

A IGREJA É CATÓLICA: a palavra católico quer dizer universal. Ela é católica porque nela está Cristo. Nela está a plenitude dos meios da salvação. Ela é católica desde o Pentecostes e o será até o dia da Parusia! Ela é católica quando mantém os laços fortes com a Igreja de Roma, com o Santo Padre, com seus bispos. Só pode ser considerado católico quem abraça a Igreja na sua totalidade. A Igreja existe para evangelizar. Sua essência é a missão. É na missão que a Igreja faz brilhar o esplendor de sua catolicidade.

 A IGREJA É APOSTÓLICA: a Igreja é apostólica por ser fundada sobre os Apóstolos: primeiro, foi constituída pelo fundamento dos apóstolos (Ef 2,20; At 21, 14); segundo, ela conserva e transmite, pela força do Espírito Santo, os ensinamentos dos apóstolos; terceiro, ela continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos apóstolos, que são os bispos, auxiliados pelos padres, pela força da sucessão apostólica.Toda a Igreja é apostólica na medida em que, através dos sucessores de São Pedro e dos Apóstolos, permanece em comunhão de fé e de vida com a sua origem.

Muito se publica sobre a queda da Igreja Católica no mundo, no Brasil, em nossas cidades. Mas, os números oficiais dizem o contrário. Os dados estatísticos se referem a 2010 e fornecem uma análise sintética das principais dinâmicas da Igreja católica nas 2.966 circunscrições eclesiásticas do planeta. Os católicos em 2010 somavam 1,196 bilhão, em comparação com cerca de 1,181 bilhão em 2009, com um aumento absoluto de 15 milhões de fiéis. Ao longo dos últimos dois anos, a presença dos católicos batizados em todo o mundo permanece estável em cerca de 17,5% da população global.

A tendência de crescimento no número de sacerdotes, que começou em 2000, continuou em 2010, ano em que foram contados 412.236 padres; em 2009 eram 410.593.

sábado, 31 de março de 2012

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR




O QUE CELEBRAMOS?
·         O duplo nome da festa indica dois mistérios diferentes, duas tonalidades espirituais diferentes, duas histórias diferentes: Ramos e Paixão.
·         Na procissão de ramos, celebramos a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém para realizar seu mistério pascal. O uso dos ramos faz alusão à festa das tendas.
·         A missa com a leitura da Paixão do Senhor é centrada sobre a figura de cristo como Servo Sofredor. As leituras falam da perseguição, do sofrimento e da entrega de Jesus que se fez o Servo do Senhor; realçam sua fidelidade à sua missão para salvar os pobres e humildes. Ele se associa a todos os sofredores e sofredoras do mundo, a todos os pequenos e injustiçados. Ele nos convoca para segui-lo neste caminho, hoje.

ESTRUTURA DA CELEBRAÇÃO:
Há três partes na celebração: memória da entrada do Senhor em Jerusalém (pode ser por três modalidades: procissão com os ramos, entrada solene ou entrada simples); liturgia da Palavra com a leitura da Paixão do Senhor e liturgia eucarística.

PROCISSÃO COM OS RAMOS:
·         O mais importante não é a benção, mas a procissão com os ramos. Não se aconselha fazer a procissão depois a benção dos ramos. A benção está em função da procissão.
·         Aproveitar que é uma festa de devoção “benzer os ramos” para uma boa catequese sobre o sentido da vida em comunidade.

LITURGIA DA PALAVRA:
·         Leitura da Paixão do Senhor: sem velas, sem incenso, sem a saudação “ O Senhor esteja...”, sem fazer o sinal-da-cruz sobre si mesmo nem sobre o livro; no final, não se beija o livro nem se diz “Palavra da Salvação”.
·         Se for proclamar o texto longo, o padre sempre faz a voz de Jesus. Convém intercalar a proclamação com refrões meditativos (Prova de amor e outros). O povo pode ficar sentado. Na narração da morte, todos ficam de joelhos por um instante.
·         Na homilia, pedir testemunhos da comunidade de sofrimentos e situação semelhantes à narração do Evangelho. Depois, iluminar com a Palavra de fé e de esperança.

Fonte: BUYST, Ione. Preparando a Páscoa. 2ªed. Paulinas, São Paulo 2005.

quinta-feira, 15 de março de 2012

RECUPERAR SÃO JOSÉ



Sempre tivemos uma imagem triste e descolorida de São José. Imaginamo-lo como um pobre homem (quando não um idoso), manso e sofredor, que mês após mês teve que ver crescer o ventre da sua amada, enquanto por dentro por dentro morria de dor em silêncio. Desorientado e quase ridículo, lutando entre a confiança e a dúvida, entre o amor e os ciúmes. Como era incapaz de compreender o mistério da encarnação, não lho diziam. Mas este não é o São José do Evangelho. José nunca teve dúvidas acerca da sua Maria. Soube tudo desde o princípio, porque tinha a mesma maturidade que a sua esposa. A sua única dúvida era sobre se Deus o queria ou não ao lado da sua mulher. E Deus fez-lhe saber que sim.

Hoje os cristãos entronizamos muito a Maria, mas não tanto a José. Na Liturgia temos muitíssimas festas da Virgem Maria, mas só duas de São José: 19 de Março e 1 de Maio. Os próprios estudos de Mariologia dão a impressão de que ela não teria sido casada, que se tivesse santificado fora do contexto matrimonial e familiar. Até as nossas devoções, imagens e pinturas se centram quase exclusivamente em Maria, e prescindem de José. Separámos o que Deus uniu!

Mas, Maria e José amaram a Deus em conjunto. Santificaram-se juntos. Um com o outro. Um graças ao outro. Estiveram juntos desde o princípio. Por isso, hoje, quando tantas famílias atravessam momentos de crise, quando muitos casamentos metem água por todos os lados, e a Igreja não dispõe de modelos conjugais, convém lembrar José, a quem Deus quis santificar em família unido para sempre a Maria. 
Frei Lopes Morgado, ofmcap

domingo, 11 de março de 2012

III DOMINGO DA QUARESMA (Ano B


Frei Mário Sérgio, ofmcap

Quem criou o mundo, o ser humano, tudo que existe? Com essa pergunta, todas as pessoas, um dia, se deparam. Nessa busca inteligente de respostas, o ser humano pode ser ferir ou se libertar. Ferir quando essa busca não aponta para a Verdade última do ato criacional. Libertar quando a resposta nos leva à fonte originária do nosso ser e de tudo quanto existe. E, em se descobrindo quem nos criou, podemos entender que fomos criados para a felicidade. Esse é o objetivo da criação: a felicidade.

A lei, portanto, a negação do paraíso, é um caminho pedagógico de Deus para re-conduzir a criação ao Criador. Na condição paraíso, nenhuma lei era necessária porque o ser humano era um com o Criador. Porém, dotado de vontade e liberdade, o ser humano fez o caminho do anti-paraíso, buscou suas próprias satisfações, mergulhando numa profunda auto-suficiência, abandonando o projeto criacional de Deus. O pecado original é matriz de todos os outros pecados cometidos pelo ser humano. O batismo apaga esse pecado, mas as suas marcas ficam.

As leituras, deste terceiro domingo da quaresma, são um caminho de retorno à condição-paraíso. A lei, o decálogo, muito mais do que uma imposição, é uma forma de Deus continuar resgatando e amando, conduzindo ao bom caminho. O centro da lei judaica é o cuidado com a vida. E a lei dada pelo Senhor é para a libertação, nunca para a escravidão. Ninguém se escraviza quando serve ao Senhor, porque só pessoas livres o podem fazer. O salmista (Sl 18) nos lembra de que “a lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma”, ainda, “os preceitos do Senhor são preciosos, alegria ao coração”.

Jesus, no Santo Evangelho, tem um cuidado com os lugares de presença do Pai. O templo era, em seu tempo, a maior expressão da presença de Deus. O templo é o lugar do encontro, da Palavra, do culto, da partilha. Porém, estava se tornando uma casa de comércio e de exploração. Vender o sagrado sempre foi uma tentação da humanidade. Na ira de Jesus e no gesto de tomar o chicote, o Cristo revela sua missão: restaurar a casa de Israel. Mas, sua missão não termina por aí: preocupou-se, sobremaneira, com a pessoa humana, lugar privilegiado da presença de Deus. Jesus nos diz do cuidado com a vida, com a pessoa humana na sua complexidade, com o cuidado com a saúde, que é a vida dos povos, fazendo ponte com a Campanha da Fraternidade 2012.

Por fim, São Paulo nos lembra do conteúdo da nossa fé: o Cristo crucificado. Loucura para uns, sabedoria para outros. O convite de olhar para a cruz é perceber um Cristo fidelíssimo à sua missão, também fazer uma leitura do cumprimento da profecia do Cordeiro Imolado para sempre. O sacrifício de Jesus é único e valeu para todas as gerações. Esvaziar a cruz é pregar um Cristo desumano, desencarnado, descomprometido com a vida do seu povo, do seu rebanho. 

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LITURGIA DA PALAVRA - DOMINGO