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FOTOS QUE EVANGELIZAM

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SEMANA DA FAMÍLIA 2014

domingo, 27 de fevereiro de 2011

MEDITANDO A PALAVRA DE DEUS


8º domingo do Tempo Comum
Frei Mário Sérgio, ofmcap

Esquema do pensamento:
Continuação do Sermão da Montanha
Tese: não podeis servir a Deus e ao dinheiro
Pecado: Avareza: colocar a esperança nas coisas materiais/
Conseqüências: adoração ao dinheiro (São Máximo Confessor) por três motivos: prazer, vaidade e falta de fé.
Teologia: Deus cuida de nós (Providência Divina)/ buscar o Reino de Deus e seus ensinamentos.

Reflexão

Numa sociedade escrava do consumo, como podemos pensar e refletir sobre a importância de uma vida mais simples, uma vida sem criar necessidades para si? Um pensamento malvado começa a tomar conta das pessoas: consumir para ser feliz e aparecer na mídia para ter glórias.
O 8º domingo do TC é uma oportunidade de mudar o nosso modo de pensar e de agir. Jesus continua o Sermão da Montanha e chega ao seu ponto máximo: não podemos servir a Deus e ao dinheiro! Deus liberta, o mal uso do dinheiro escraviza. O pecado que subjaz ao evangelho de hoje é a avareza, isto é, o vício de colocar a esperança nas coisas materiais, visíveis, palpáveis. É construir a casa na areia, na insegurança das coisas que passam. É viver em estado permanente de tensão! O caminho, seguramente, é uma depressão ou suas variantes.
As conseqüências do pecado da avareza (adoração ao dinheiro) são muitas. Citaremos três apenas: prazer, vaidade e falta de fé. O dinheiro compra todo tipo de prazer que quiser, dos mais simples e casuais aos mais sofisticados, inclusive sexo; a vaidade é a ostentação do que se possui – é um ter para aparecer: carrão, luxo desmedido, cuidado exagerado consigo, enfim; e a pior de todas as enfermidades trazidas pela avareza é a falta de fé. O próprio Jesus dirá isso: “(...) gente de pouca fé!” (Mt 6,30).
Quem se apega, adoecidamente, às coisas materiais, não tem fé. Jesus oferece um leque de exemplos do cuidado de Deus pela obra criada: Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros? Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé? Portanto, não vos preocupeis, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir? Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso.(Mt 6, 26-32). Atenção: Jesus não convida ninguém ao comodismo ou à preguiça; nem tão pouco à falta de esforços para conquistar uma vida mais digna, mais tranqüila. Mas, é um convite a acreditar na Providência Divina.

A Providência Divina é o cuidado do Criador pela criatura. Disso tudo nasce uma das mais belas verdades teológicas: Deus cuida de nós! O Senhor nos pede que deixemos Deus ser Deus na nossa vida e na vida do mundo. É a partir desta realidade, deste modo de viver, que nossa vida se arruma, nosso coração se aquieta e tudo quanto nos acontece toma um novo sentido! Somente poderemos compreender a nossa realidade e as realidades do mundo, se estivermos firmes na verdadeira Realidade, que é Deus!
Que o Senhor nos ajude a buscar o seu Reino de amor, de justiça e de paz. E que tudo o mais sejam bênçãos e graças em nossas vidas. Porém, sem deixar de cuidar da vida prática, da política, do bem-estar, das coisas indispensáveis para a vida funcionar. Boa Semana!

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LITURGIA DA PALAVRA:
  1. Primeira leitura - Is 49,14-15
  2. Segunda leitura - 1Cor 4,1-5
  3. Salmo - Sl 61
  4. Evangelho - Mt 6,24-34

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SEMANA DE ENTREVISTAS

Na sexta-feira passada (18/02), a equipe de jornalismo da TV Aparecida, coordenada pelo Padre Josafá (Redentorista), esteve aqui na Igreja da Piedade para uma entrevista sobre a vida de Irmã Dulce. Minha missão foi falar sobre a dimensão franciscana da vida dessa santa. Muito simpático o padre! Ele está preparando um documentário sobre Irmã Dulce por ocasião de sua beatificação no dia 22 de maio.






Hoje (25/02) a equipe de jornalismo da revista Família Cristã das Paulinas editoras me entrevistou sobre o mesmo tema. Todos os veículos de comunicação interessados na beatificação de Irmã Dulce. Que ela rogue por todos nós!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

ABERTURA DO PROGRAMA RESTAURAÇÃO - QUINTA DAS 16h ÀS 17H


Hoje é dia conversão!
Frei Mário Sérgio, ofmcap

Não confies nas tuas riquezas e não digas: “Basta-me viver!” Não deixes que tua força te leve a seguir as paixões do coração. Não digas: “Quem terá poder sobre mim?” ou: “Quem me fará prestar contas das minhas ações?”, pois o Senhor, com certeza, te castigará. Não digas: “Pequei, e que de mal me aconteceu?”, pois o Altíssimo é paciente. Não percas o temor por causa do perdão, cometendo pecado sobre pecado. Não digas: “A misericórdia do Senhor é grande, ele me perdoará a multidão dos meus pecados!”, pois dele procedem misericórdia e cólera, e sua ira se abate sobre os pecadores. Não demores em voltar para o Senhor, e não adies de um dia para outro, pois a sua cólera vem de repente e, no dia do castigo, serás aniquilado. Não te apóies em riquezas injustas, pois elas de nada te valerão no dia da desgraça. (Eclo 5, 1-10)


O texto acima faz parte da liturgia da Palavra desta quinta-feira (24/02). Rezando, refletindo, meditando sobre esse texto, veio-me uma pergunta: será que temos todo tempo do mundo para mudar de vida? Será que Deus terá toda paciência comigo, esperando a minha conversão? Será que posso confiar na fragilidade da minha vida? A questão é que nos sentimos imortais! Achamos que o nosso fim está muito distante e que só os outros morrem. É difícil pensar na própria finitude, na própria morte! Existem aqueles que batem na madeira só de pensar no assunto.

O desejo de imortalidade é a grande fantasia do ser humano. Ela entorpece a razão, obscurece o raciocínio, ofusca a fé. Paradoxalmente, o Senhor nos comunica a vida eterna. Mas, eterna quer dizer: fora da materialidade. Aceitar o morrer é possibilitar um bom viver! Em que consiste esse bom viver? A leitura nos acende algumas luzes: não confiar nas riquezas; não seguir as paixões do coração; não se iludir com poderes e onipotências, tudo isso passa; não achar que o pecado é coisa simples, banal; não brincar com a misericórdia e a paciência de Deus; e, o mais rápido possível, voltar para o Senhor.

Muitos vivem como se Deus não existisse. O paganismo vai tomando o coração dos cristãos e destilando seu veneno. O ateísmo, grande ilusão do homem, campeia a mente e as opções de muitas pessoas. Quando pensamos em Deus como um Ser que limita a liberdade humana, que traça leis rigorosas e fora de sentido, que delineia uma moral que vê maldade e malícia em tudo, estamos assinando nossa sentença de morte.


Viver sem Deus é uma morte em vida. Afastar-se de seus caminhos é andar sem rumo e direção. Ninguém pode ser de Deus se isso não for um ato de profunda liberdade interior. Não há, absolutamente, prisão alguma numa decisão dessa. É perda de tempo não amar a Deus, não ser Dele, não viver Nele. Uma das mais belas experiências dessa sensação de perda de tempo em não ser de Deus vem de Santo Agostinho, que se converteu numa idade bastante avançada: "Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu fora. Estavas comigo e não eu contigo. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz".

Não esperemos o fim da nossa vida para amar a Deus. Pode ser tarde demais. O tempo da nossa mudança, da nossa conversão, da nossa opção por Ele é hoje, é agora. Não nos iludamos, achando que teremos todo o tempo do mundo à nossa disposição, quando quisermos mudar de vida. Santo Agostinho nos lembra: Deus está sempre conosco! E nós, estamos com Ele?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

INVESTIDURA DOS NOVOS MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA SAGRADA COMUNHÃO

Neste domingo, 20/02, a Igreja da Piedade realizou a investidura dos novos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão. Foram 36 irmãos que aceitaram o convite da nossa igreja, responderam SIM. O mandato tem duração de 03 anos. Boa caminhada para todos e parabéns!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Reflexão do IV Domingo do Tempo Comum

As bem-aventuranças
 


O Evangelho de São Mateus apresenta o tema das Bem-Aventuranças. É um texto muito conhecido dos católicos cristãos. É o Projeto do Novo Reino que entra em questão. Assim ele apresenta o Evangelho baseado em 5 DISCURSOS de Jesus. Deseja mostrar Jesus como o novo Moisés, que na Montanha promulga a nova LEI (= as bem-aventuranças).

Veremos a seguir o primeiro discurso e um comentário de cada bem-aventurança apresentada pelo nosso evangelista. É bom ter presente que a primeira bem-aventurança está em sintonia com a oitava, porque uma abre e a outra praticamente fecha o tema. As outras – de quatro a nona – são uma explicação destas duas.

- Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus (v.3).

Freqüentemente tentou-se atenuar a força dessa expressão, como se os pobres em espírito fossem pessoas “humildes”, independentemente de sua condição social. A palavra pobre recorda os ‘anawim’ do Antigo Testamento e da época de Jesus: são os que depositaram sua confiança em Deus enquanto última instância, porque a sociedade lhes negava justiça. “O pobre é a pessoa honrada, piedoso, espiritualizado, justo (praticante da justiça, “ajustado diante de Deus), aberto a Deus e por isso feliz”. O Reino é deles porque, vivendo assim, realizam o pedido de Jesus (cf. 4,17: “Convertam-se, porque o reino do céu está próximo). Mas, por outro lado, mundo diz: "felizes os que têm dinheiro e sabem usá-lo para comprar influências, comodidade, poder, segurança e bem-estar". Onde está a verdadeira felicidade? Quem é, realmente, feliz?

- Bem-aventurados ao aflitos, porque serão consolados (v.4).

Esta bem-aventurança precisa ser a partir do premio merecido: o consolo. O consolo é uma realidade que Jesus nos traz e que compreende a dor da pessoa que precisa ser consolada. Esta bem-aventurança esclarece a vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e a dor e quando Ele ressuscita fica mais evidente o sentido desta vitória. Neste sentido perceberemos que o Deus de Jesus Cristo é o Deus do Consolo (cf. Is 40, 1-5).

- Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra (v.5).

Não é fácil encontrar um adjetivo que justifique esta bem-aventurança. Porém, ela esta em sintonia com a primeira. Muitas vezes os mansos estão ligados com a realidade dos pobres, humildes. Eles têm a esperança da retribuição. Uma ressonância encontra com o Salmo 37, onde diz: “Não se irrite por causa dos maus, nem tenha inveja dos injustos. Ele são como erva: secam depressa, murcham logo como a relva. Confie em Javé e pratique o bem... Porque os maus vão ser excluídos, e os que esperam em Javé possuirão a terra... e não haverá mais injusto; os pobres vão possuir a terra... o injusto faz intrigas contra o justo, e contra ele range os dentes. (Salmo 37,1-3.9-12). A expressão “herdarão a terra ou possuirão a terra” poderia ser o prêmio do reino dos céus. Porém, este reino começa aqui nesta terra e tem um sentido de que o homem pode se esforçar por um mundo melhor. Não foi assim a vida de Jesus! Ele curou os enfermos, a dor... saciou a fome, a sede, pregou um Reino diferente na terra. E nós...?!?

- Bem aventurado os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados (v. 6).

São necessidades sentidas e intensas e que ser inclusive de Deus. Diz o salmista:

> “Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando verei a face de Deus?” (Sl 42,2-4); “Ó Deus, tu és o meu Deus, por ti madrugo. Minha alma tem sede de Ti, minha carne te deseja com ardor” (Sl 63, 2).

A fome significa na Bíblia a tendência e a lembrança ao Deus da vida. Jesus disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem acredita em mim nunca mais terá sede” (Jo 6,35). Os homens acreditam que Deus fará justiça aos que são oprimidos pela injustiça. A situação de “fome e sede de justiça” clamam para que cessem a injustiça atual. A justiça corresponde ao Reinado de Deus sobre tudo e sobre todos. Por que a esperança de justiça se cumpre em Jesus Messias e Salvador na cruz. De fato “Javé é nossa justiça” (Jr 23,6).

- Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia (v. 7).

Misericórdia é uma palavra composta por “miséria e coração”. É olhar para a miséria do outro, do próximo, de uma pessoa com o coração e não com a razão. Por isso que os “misericordiosos” têm uma atitude diferente frente a qualquer realidade. Jesus insiste na virtude da misericórdia: “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício” (Mt 9,13). Então aqueles que têm o espírito de Jesus misericordioso terão a mesma atitude de Deus que é amor, perdão, compassivo, compreensão, ajuda, a partilha, a solidariedade... Como recompensa serão felizes e alcançarão a misericórdia.

- Bem-aventurados os de puro coração, porque verão a Deus (v. 8).

Esta bem-aventurança se inspira no salmista, que diz: “aquele que tem mãos inocentes e coração puro,... esse receberá a benção de Javé e do seu Deus salvador receberá a justiça” (Sl 24,4-5). Para os semitas, o coração é a sede das opções profundas que marcam a vida inteira. Ser puro de coração é ter conduta única, em perfeita sintonia com o Reino. Mas Jesus nos alerta: “é do coração que vêm as más intenções: crimes, adultério, imoralidade, roubos, falsos testemunhos, calúnias. Essas coisas é que tornam o homem impuro...” (Mt 15,19-20).

No Antigo Testamento, a pureza dependia de uma série de ritos mediante os quais as pessoas tinham acesso a Deus. Na nova Aliança, a pureza é sinônimo de opção pelo Reino de Deus (=optar por Jesus) e de respeito pela vida das pessoas. Espiritualizando esta bem-aventurança, serei felizes e puros de coração!

- Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus (v. 9)

Quem trabalha para alcançar a paz entre os homens atua como Deus, porque Deus é o Deus da Paz (Rm 15,33; 16,20). A promoção da Paz, (do Shalom) é fruto misericórdia e da pureza de coração. Depois da ressurreição Jesus saudou os Discípulos: “a paz esteja com vocês” (Jo 20, 19.21.26). A paz que propõe o Evangelho é a dignidade da vida em todos os sentidos. Não se trata de uma paz meramente pessoal, egoísta... mas também a nível social. Parece até contraditório, mas “somos promotores da paz e do evangelho” e vivemos num clima de guerra, de violência, injustiça, etc... E a nossa sociedade atual estimula: "felizes os que não têm medo de lutar contra os outros, pois só assim podem ser pessoas de sucesso". O que é que torna o mundo melhor: a paz ou a guerra? Pensemos!!

- Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus (v.10).

Temos aqui o eco da primeira bem-aventurança... “porque deles é o reino dos céus”. Quem são os perseguidos? São os Discípulos e Missionários de Jesus. E por que são perseguidos? Por causa da justiça. Em outras palavras são aqueles que “são ajustados” diante de Deus. Diz Jesus: “Quando perseguirem vocês numa cidade... / É por isso que eu envio a vocês profetas, sábios e doutores: a uns vocês matarão e crucificarão, a outros torturarão nas sinagogas, e os perseguirão de cidade em cidade” (Mt 10,23; 23,34). Assim permanece a idéia de que “o justo deve sofrer a causa da injustiça”. Contudo, o destino que aconteceu com Jesus (= a cruz) deverá acontecer também com os seus Discípulos.

- Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus (v. 11-12).

A última bem-aventurança revela as tensões e conflitos enfrentados pelas comunidades siro-palestinenses no meio das quais nasceu o Evangelho de Mateus. No tempo em que o evangelho foi escrito, essas comunidades passavam por crise de identidade, com perigo de abandono do projeto de Deus. Os conflitos vinham de fora: a sociedade estabelecida começou a difamar os cristãos, caluniando-os e perseguindo-os. Tornava-se difícil resistir diante das pressões e tribulações de toda espécie. O evangelho lhes lembra que ser discípulo de Jesus é ser como os profetas do Antigo Testamento: “Desse modo perseguiram os profetas que vieram antes de vocês” (v. 12b).

Frei João - Paróquia São Peregrino - Acre

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Notícias

Minhas férias estão chegando ao fim. Na segunda-feira (31), volto às minhas atividades normais na Igreja da Piedade, na Rádio Excelsior da Bahia e nas reflexões aqui no blog. Estar em família, verdadeiramente, restaura nossas forças, nossas energias, nossa vocação. Tenho que pensar no lançamento do meu CD que chegará na segunda quinzena de fevereiro. Enfim, coisas novas virão. Ainda tem o mestrado que começará em março na UFBA - FACOM. 2011 está repleto de muitas atividades. Por isso, aproveitei as férias para um descanso restaurador.
Um abraço e minha benção!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Reflexão da Liturgia do 2º domingo do tempo comum

Luz das nações

Neste segundo domingo do tempo comum, a liturgia da Palavra é um convite a olhar para Jesus, o Cordeiro de Deus, e descobri-Lo como o Salvador da humanidade. João Batista dará seu testemunho sobre a santidade de Jesus, indicando que era Dele que João falara em suas pregações, aquele que existia antes dele.

No domingo passado celebramos o batismo de Jesus, sua grande manifestação ao povo de Israel. O próprio João Batista não conhecia Jesus Cristo. Mas, soube ficar atento aos sinais dos tempos: “Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo”. É na força do Espírito que encontramos Jesus. Só no Espírito Santo podemos descobrir quem é Jesus.

Hoje a palavra forte da liturgia é testemunho. Ao longo da narração do Santo Evangelho, João dirá: “Eu vi e dou testemunho!”. A fé é transmitida por geração, pela tradição, pelos tempos, daí a importância do testemunho eficaz. Testemunhar é presenciar, é experimentar, é observar, é vivenciar. Ninguém transmite um testemunho se não foi afetado por ele. Se o que foi testemunhado não mexeu com o interior de quem viu, aquilo nunca será difundido.

No caso de João Batista, ele testemunhara Jesus antes de tê-lo conhecido. Testemunhou no poder da profecia, na confiança da Palavra, na força do Espírito do Senhor. Hoje, precisamos experimentar Jesus nas diversas possibilidades que a Igreja, guardiã do depósito da fé, nos concede: pela Palavra, pela Tradição, pelos sacramentos. São muitos os caminhos, precisamos encontrar o nosso!

Assim como o servo da primeira leitura, também o Senhor nos preparou para a missão desde o ventre materno. E nossa missão é ser luz! O próprio Jesus se diz luz do mundo. A vida de Jesus continua em nossa vida. Sua missão continua na nossa. Em vários ambientes onde nos encontramos existe sempre uma área escura, marcada pelo pecado, pelo afastamento de Deus, pela falta de amor e caridade. Nesses lugares, minha luz precisa se acender. Luz do testemunho, luz da verdade, luz do discipulado consciente e construtor de novas relações. Não podemos deixar que a luz Deus se apague em nós!

E Paulo, na segunda leitura, escrevendo aos Coríntios, deixa um caminho de vivência do discipulado, para aquela comunidade que está nascendo: invocar o nome do Senhor Jesus. No nome de Jesus, sua missão: Deus salva! É ao Cristo a quem queremos anunciar, sua vida, sua palavra, sua morte e ressurreição. E Paulo termina com uma linda e profunda saudação: graça e paz. Que sejamos esses arautos da paz verdadeira que só o Cristo nos dá.

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  1. rimeira leitura - Is 49,3.5-6
  2. Segunda leitura - 1Cor 1,1-3
  3. Salmo - Sl 39
  4. Evangelho - Jo 1,29-34